Janeiro Branco-Saúde Mental é Coisa Séria


Publicado em 15/01/2018 10:39

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A saúde mental pode ser definida, resumidamente, como o bem estar psíquico e social. Afastar-se das relações funcionais com o mundo, a nível social, familiar, ou laboral, pode ser um indício de doença mental. Os transtornos mentais podem ter origens diversas, e os principais relacionam-se ao transtorno neurótico e ao psicótico.  No primeiro não há qualquer ruptura radical com a realidade, nem um afastamento importante do convívio social. Já o transtorno psicótico, traz perdas significativas, como alterações afetiva e relacional, podendo incluir delírios e alucinações. Os transtornos mentais podem resultar de vários fatores, como os genéticos, as alterações cerebrais, o estresse, etc. Não tendo uma causa específica, podem ser de ordem biológica, psicológica ou sócio cultural, são tratáveis e podem apresentar resultados importantes quando recebem, concomitantemente, procedimentos  psiquiátricos e psicoterapêuticos.

Em 1952 foi criado nos Estados Unidos, pela Associação Americana de Psiquiatria,  o DSM, sigla para Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorder, chamado no Brasil de Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. O DSM apresenta dentre seus objetivos, nominar e  classificar as doenças mentais. Com os avanços advindos ao longo das conquistas e lutas psiquiátricas, passa por transformações e adequações desde a sua criação. Além das classificações das doenças mentais, enfrentamento e desenvolvimento de pesquisas medicamentosas, importantíssimas para a melhoria e crescimento das formas de atuação interdisciplinar no manejo das doenças, torna-se cada vez mais necessário aumentar a literacia em saúde mental, a fim de interromper as formas de abordagens estereotipadas presentes desde seu aparecimento.   

Extinguir os estigmas dos doentes mentais, garantir seus direitos, proporcionar-lhes ressignificações existenciais, dar-lhes qualidade física e psicológica para exercerem sua cidadania, são agregações de práticas humanizadas a serem aprendidas e adotadas por todas as sociedades.  Segundo Arboleda-Florez & Stuart, 2012, tais procedimentos têm o poder de colocar a saúde mental no rumo certo, considerando que as pessoas são mais do que as suas doenças.

 

Isabel Cristina Izzo

Analista em Gestão Especializada-Psicologia

Defensoria Pública do Estado do Tocantins-Regional Gurupi